CPA – Comissão Própria de Avaliação

Comissão Própria de Avaliação (CPA)

O SINAES instituído pela Lei nº. 10.861 de 14 de abril de 2004 estabeleceu, em seus Artigos 11º e 12º, a formação, em cada Instituição de Ensino Superior, da Comissão Própria de Avaliação (CPA).

A Portaria MEC n.º 2.051, de 09 de julho de 2004, regulamentou os procedimentos de avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), instituído na Lei no 10.861, de 14 de abril de 2004, nos Artigos 7º e 8º. Neste contexto, a CPA da IES é parte integrante do SINAES, estabelecendo um elo entre a autoavaliação e o conjunto do sistema de avaliação da educação superior brasileira.

Conforme seu regulamento, a CPA tem por função coordenar e articular o processo interno de avaliação institucional, sistematizando e disponibilizando as informações da instituição solicitadas pelo INEP/MEC. Sua responsabilidade transversal tem visibilidade e suporte operacional das instâncias dirigentes e funciona de forma autônoma no âmbito de sua competência legal, fazendo ampla divulgação de sua composição e de sua agenda.

Membros atuais da CPA do IESP/FATECPB

A CPA da FATECPB foi nomeada pela Portaria DG/FATECPB nº 004/2017-DG de 13/02/2017, e está assim composta:

- Ricardo Berilo Bezerra Borba - Coordenador da CPA FATECPB;
- José Maurício Alves Fernandes Filho - Representante dos docentes;
- Rejane Patrício da Silva - Representante dos profissionais técnico-administrativos;
- John Ariel Pontes Carvalho - Representante dos discentes;FATECPB
- Rita de Cássia Gomes - Representante da comunidade.

Objetivos da Autoavaliação

Objetivo Geral
Implantar e desenvolver o programa contínuo de autoavaliação institucional.

Objetivos Específicos
• Delinear o programa de autoavaliação da IES, visando ao conhecimento da realidade da instituição;
• Estimular uma cultura de autoavaliação continuada, envolvendo os diferentes órgãos, instâncias e pessoas que fazem parte da IES;
• Descrever e analisar as atividades de ensino, pesquisa e extensão da IES, com o intuito de uma melhoria contínua;
• Reanalisar e, se necessário, redefinir objetivos, metodologias e resultados obtidos através da análise das diferentes eixos institucionais;
• Aprimorar e intensificar as relações entre a IES e a comunidade;
• Divulgar os resultados da autoavaliação e as ações propostas para melhorar a qualidade da educação superior oferecida pela IES.

Requisitos da Autoavaliação

Para que o programa de autoavaliação da IES atinja seus objetivos, torna-se necessária a composição e atuação marcante da CPA para planejar e organizar as atividades, manter o interesse contínuo pela avaliação, sensibilizar a comunidade, fornecer assessoramento aos diferentes setores da instituição e refletir sobre o processo.

Dessa forma, é feita uma avaliação participativa, contando com todos os agentes da instituição. Muito relevante ao processo é o compromisso explícito dos dirigentes em relação ao processo avaliativo, traduzido em um apoio para que seja desenvolvido com a profundidade necessária. Para garantir o êxito do processo de autoavaliação, são necessárias informações válidas e confiáveis. A coleta, o processamento, a análise e a interpretação irão alimentar os eixos que serão trabalhados. O uso efetivo dos resultados auxilia o planejamento de ações destinadas à superação das dificuldades e ao crescimento institucional.

A preparação para a implantação do programa de autoavaliação envolve as seguintes ações basilares:

• Nomeação da CPA;
• Apreciação e discussão da legislação pelos membros da CPA e dirigentes do IESP/FATECPB;
• Apresentação e discussão dos documentos;
• Participação dos seminários regionais de avaliação promovidos pela CONAES e pelo INEP.

Métodos Utilizados

O trabalho de autoavaliação envolve vários procedimentos metodológicos interdependentes objetivando um conhecimento mais acurado da realidade estudada. Neste sentido, destaca-se a análise documental, em especial do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e do Projeto Pedagógico Institucional (PPI) da IES. Foi aplicada também uma Pesquisa de Satisfação junto aos alunos de todos os cursos. Houve a opção pela realização de Censo, ao invés de Amostragem, mesmo considerando a impossibilidade prática de se atingir 100% do total de estudantes.

Para ter acesso às informações disponibilizadas no sistema on-line da instituição (disciplinas matriculadas, notas etc.), os alunos devem responder, inicialmente, aos formulários produzidos pela CPA. Este procedimento permite uma ampla participação do público pesquisado. Através do questionário, os discentes avaliam os professores, a coordenação, a infraestrutura e os serviços oferecidos pela IES.

Para o corpo docente é aplicado um questionário específico, impresso, abordando o grau de satisfação quanto à coordenação, infraestrutura e serviços oferecidos pela faculdade.

Ao corpo técnico-administrativo, por sua vez, aplica-se também um questionário impresso, específico, onde podem avaliar a infraestrutura, serviços e alguns setores da instituição.Os dados produzidos pelos levantamentos junto a discentes, docentes e técnico-administrativos são posteriormente tabulados através de técnicas de estatística descritiva.

A autoavaliação é realizada semestralmente e suas informações são utilizadas no desenvolvimento do relatório de autoavaliação que contempla os eixos sugeridos pelo INEP/MEC.

No tocante à comunidade externa, anualmente, são convidadas pessoas que interagem com a instituição a exemplos de Pais, Fornecedores, Representantes de Entidades de Classe etc. É aplicada uma pesquisa de caráter qualitativa, utilizando a técnica de Focus Group (Grupos de Discussão).

Os resultados alcançados pela pesquisa de autoavaliação poderão utilizados pelos diferentes segmentos acadêmicos no planejamento de ações institucionais que objetivem melhorias para a faculdade.

Etapas da Autoavaliação

A organização do Programa de Autoavaliação da IES seguiu as seguintes etapas:
• Planejamento,
• Sensibilização;
• Desenvolvimento;
• Consolidação.

Planejamento
O planejamento da implantação do programa de autoavaliação iniciou com a definição de finalidades e objetivos da avaliação interna. Os instrumentos a utilizar foram estabelecidos nessa etapa com a participação da comunidade acadêmica em reuniões e seminários. Foi elaborada a distribuição de tarefas e recursos e o cronograma geral de desenvolvimento das atividades, contemplando inclusive relatórios parciais relativos às futuras etapas de avaliação. Essa etapa culminou com a elaboração do projeto de autoavaliação da IES.

Sensibilização
Objetiva envolver a comunidade acadêmica no processo de avaliação de modo que a mesma seja a mais ampla e participativa possível. A sensibilização interna tornou-se mais contínua, conseguindo aumentar a participação de todos os segmentos da comunidade acadêmica. A CPA visita o maior número possível de salas de aula, orientando os alunos sobre o processo avaliativo. As coordenações se encarregam de auxiliar o processo de sensibilização. Como suporte, a CPA utiliza também a divulgação através de cartazes, banners, site e mídias sociais da faculdade.

Desenvolvimento
São aplicados os questionários junto à comunidade acadêmica durante um período pré-determinado, trabalho este monitorado de perto pela Comissão. Problemas no sistema on-line ou na logística da aplicação dos questionários impressos são identificados e a respectiva solução encaminhada. O modelo tem incorporado aprimoramentos. Dentre eles podemos citar a aplicação do questionário, que passou a ser on-line, e as mudanças estruturais no questionário com o objetivo de abordar as variáveis elencadas pelo SINAES.

Consolidação
Após o recolhimento das respostas, são gerados arquivos segmentados com os dados organizados, o que facilita sua interpretação. A etapa de consolidação da autoavaliação compreende a junção das análises e dos resultados alcançados nas etapas anteriores, bem como elaboração, divulgação e análise do relatório final da autoavaliação. Os resultados são enviados à Direção Geral e Acadêmica e aos coordenadores de curso. Além disso, é feita a divulgação de alguns indicadores acadêmicos através de cartazes afixados nas coordenações e nos blocos que contemplam a estrutura da
faculdade.